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Desde 1949 o oftalmologista
José Barraquer, espanhol radicado na Colômbia
começou a utilizar uma técnica para modificar
a curvatura da córnea - a parte anterior e
transparente do olho por onde penetram os raios luminosos
que trazem as imagens que
enxergamos.
Esta técnica
era utilizada geralmente para graus muito elevados de miopia
que
não permitiam vida razoável aos portadores mesmo
com óculos. Muito delicada, envolvia
a retirada de uma fatia da córnea que era congelada
com nitrogênio líquido, colocada em
um torno e moldada de acordo para que diminuísse ou
se possível eliminasse a necessida-
de de óculos.
Como em tudo que
se persiste, esta técnica denominada Ceratomileusis
evoluiu
para Ceratomoleusis In Situ, onde não havia mais o
congelamento mas era descartada uma
pequena e microscópica fatia central para corrigir
graus variados.
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Em 1980 Syatoslav Fyodorof,
grande oftalmologista russo, introduziu nos
Estados Unidos experiências junto com o Dr. Leo Bores, médico
americano e iniciou-se a
era das cirurgias pela técnica de Ceratotomia Radial, onde
eram feitas de 3 à 16 incisões
radiais na córnea com bisturí de diamante de acordo
com o grau necessário e incisões
transversais para astigmatismo.
Esta cirurgia tinha melhores resultados entre -1.00 e -5.00 graus
de miopia
com algumas variações, entretanto em alguns casos
o grau continuava variando levando
alguns pacientes à hipermetropia. Ainda hoje, apesar do advento
do Excimer Laser alguns
oftalmologistas a realizam, mas cada vez menos.
Trokel - Oftalmologista
americano na mesma década de 1980 observando a
perfeição do excimer laser na fabricação
de componentes eletrônicos microscópicos lançou
as bases para o estudo do laser para a correção da
miopia. A Ceratectomia Fotorefrativa
foi iniciada com a Dra. Margherite Mcdonald de New Orleans em 1989.
Mais ou menos na mesma
ocasião alguns cirurgiões que realizavam
Ceratomileusis In Situ associaram o excimer laser para substituir
o segundo corte da córnea
surgindo então o Lasik ( Ceratomileusis in situ assistida
à laser ).
Com esta tecnologia consegue-se
então reduzir ou eliminar totalmente o uso
de óculos e, ou lentes de contato em cirurgia de 5 minutos
por olho com anestesia tópica
( colírio ) e com recuperação imediata para
o trabalho no dia seguinte.
Analisando este histórico
vê-se que a cirurgia de LASIK é na realidade uma
cirurgia com mais de 50 anos tornada mais simples a partir de 1989
com a associação ao
laser.
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A Cirurgia:
Após seu
olho ter sido completamente anestesiado por meio de gotas
de colírio anestésico, coloca-se um pequeno
afastador entre suas pálpebras para impedir que você
pisque.
Em seguida um instrumento
chamado microcerátomo levanta uma fina camada da córnea.
Durante esse processo você poderá sentir uma
pequena pressão, mas não sentirá dor.
Pediremos que você olhe para uma luz que pisca enquanto
o laser esculpe a córnea. Essa fase geralmente leva
menos de 1 minuto. Depois a camada corneana é reposicionada
no local sem sutura.
Com 8 horas de repouso mantendo os olhos fechados sem curativo
a cicatrização ocorre sem dor em 95 % dos pacientes.
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» Clique
aqui para conhecer as possíveis complicações
do Lasik.
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